Série C 2008 (Start!)

Julho 6, 2008

É hoje o começo da caminhada de 63 times em busca da Série B ou da Série C de 2009. Tirando RO, todos os estados estarão representados e, como de costume, o foco aqui será a participação carioca - até que todos sejam eliminados, o que espero não ocorrer -, bem como de clubes tradicionais e paulistas, ou os que forem surgindo no caminho dos cariocas para competirem. São quatro fases: da primeira, sairão 32; desta sairão 16; depois os 8 que definirão os 4 que sobem. Vale lembrar que os que passarem das duas primeiras fases já estarão garantidos, no mínimo, na Série C do ano seguinte. E os quatro melhores dos terceiros colocados que ficarem na terceira fase também garantirão presença na Terceirona de 2009 (assunto já discutido anteriormente aqui).

No grupo 11, o Duque de Caxias - estreante em competições nacionais - terá árdua missão para sequer passar de fase. Apesar de não estar tão desestruturado quando soube que iria participar da competição (pois manteve-se bem na Copa Rio e, assim que a Cabofriense desistiu, já se especulava sua participação), tem um grupo mais reduzido e sem grandes estrelas; além de ter caído num grupo com o tradicional América-MG (que subiu para a Série A do Mineiro este ano), o sempre perigoso Serra, do Espírito Santo, e o Paulista de Jundiaí que, apesar da queda vertiginosa de produção em relação a 2005 e 2006, deverá incomodar como o único paulista no grupo. Por sinal, este é o único grupo, dos cariocas, com representates heterogêneos em termos estaduais, ou seja, há 1 de cada estado da Região Sudeste. Um grande momento será a partida de hoje, em São Januário, contra o Paulista. Sem o bom Giovanni, a equipe duquecaxiense jogará em campo neutro ainda e pega um clube mais defensivo e sem estar tão inspirado recentemente. Aposto que se classificam Serra-ES e América-MG.

O grupo 12 também é complicado, mas aparecem dois emergentes do futebol fluminense. Boavista - outro estreante - começa jogando fora-de-casa contra o azarão Linhares-ES, que ganhou a vaga do Rio Bananal, por desistência. Duelo que pode ajudar bastante para o Verdão de Saquarema, pois teve enorme período de prepação - que ainda foi descansado e tranqüilo, apesar da desclassificação precoce na Copa Rio - e enfrenta um adversário montado em cima da hora, que nem poderá mandar a partida de abertura no seu estádio (será no do Jaguaré). A equipe fez várias contratações, mas pode sentir a ausência de Anselmo no ataque. Alguns nomes importantes foram mantidos, como Flávio Medina e Roberto Lopes, bem como o técnico Mário Marques. O Macaé tem O jogo fundamental: depois de um período turbulento, com as saídas de Tita, pelas fracas exibições em casa na Copa Rio, e Dário Lourenço - deixando todos de surpresa ao ir para o Paysandu (outro participante da Série C) -, muito se falou sobre problemas administrativos, financeiros, políticos, enfim… Alexandre Gama, de quem desconfio, apareceu e aparenta ter montado um ótimo time titular, com contratações de peso (Éverton, Carlos Alberto e Osmar), além de o time estar com o físico em dia, sem nenhum grande desfalque para a estréia. Estréia esta que classifiquei como decisiva, pois é contra o provável favorito do grupo, e em casa: o Guaratinguetá-SP, que chegou às semifinais do Campeonato Paulista, tendo vencido na primeira fase o campeão Palmeiras. Um resultado desforável para a equipe macaense pode levar, novamente, a um período de desestabilização e o tempo para se recuperar é muito pouco. Resta esperar que o clima esteja mais calmo e continue assim, sem tanta pressão já de começo, pois um barraco como ocorreu recentemente, depois de somente um jogo, levaria o Macaé a despontar como time pequeno do grupo. O Guará desmontou-se, mas reorganizou-se: assim como Guilherme Macuglia no Paulistão, o técnico ainda é desconhecido (Argel Fucks), e não há grandes nomes individuais ou experientes, mas esta aposta do time do Vale do Paraíba vem dado muito certo nos últimos torneios. Aposto em Guaratinguetá e um carioca.

Por fim, o Madureira estará no grupo 14, ao lado de três paulistas: a estréia deverá ser o confronto mais difícil do Tricolor Suburbano. O campeão brasileiro Guarani, no Brinco de Ouro da Princesa, é o bicho-papão do grupo, ainda que a pressão para uma ascensão rápida dos bugrinos e os últimos resultados possam incomodar bastante os alviverdes. Os outros dois adversários são bem atípicos: Linense, que confesso, ainda nem sei quais as cores ou o escudo são, e o Ituano, que ora apronta, ora passa vexame. Sem as ajudas da Federação do Estado do Rio de Janeiro neste torneio, fica a grande dúvida sobre como será a participação do Madura na Série C, ainda mais no grupo cheio de paulistas que, como é conhecido, sempre são candidatos ao Acesso, seja pela qualidade, seja pela quantidade. Ainda assim, acho o time bom e Conselheiro Galvão pode ser decisivo para que a equipe vá adiante com naturalidade. Aposto em Guarani e Madureira.

À exceção do jogo do Madureira (16h), os demais confrontos supra-citados começam às 15h. Força, RJ!

Guerrón

01. Ochoa (América-MEX)
02. Jancarlos (São Paulo)
03. Thiago Silva (Fluminense)
04. Miranda (São Paulo)
06. Júnior César (Fluminense)
05. Battaglia (Boca Jrs.)
07. Urrutia (LDU)
08. Thiago Neves (Fluminense)
10. Guerrón (LDU) - Craque
09. Palermo (Boca Jrs.)
11. Cabañas (América-MEX)
Técnico: Edgardo Bauza (LDU)
Estádio: Azteca (América-MEX).

Azteca

Banco de reservas:
Goleiro - Fernando Henrique (Fluminense)
Laterais - Gabriel (Fluminense) e Juan (Flamengo)
Zagueiros - Campos (LDU) e Sebá Domínguez (América-MEX)
Volantes - Bergessio (San Lorenzo) e Ambrossi (LDU)
Meias - Bolaños e Manso (LDU)
Atacantes - Adriano (São Paulo) e Marioni (Atlas)
LDU - Seis escolhas e campeã

LDU

Começará, daqui a um mês (26/07), a disputa da Segundona Carioca. Um misto de times totalmente novos, com apoio de prefeituras e empresas (Aperibeense e Sendas, os recém-chegados da Série C), a outros tantos tradicionais (Bangu e Olaria), totalizando 26 equipes divididas em 4 grupos na primeira fase. Uma disputa extremamente acirrada, com vários favoritos e candidatos a azarões, com somente 2 equipes, em meados do último mês deste ano, conseguindo o Acesso para a Série A – que já se inicia em janeiro próximo.

Apesar de certa distância, começo hoje a série de previsões e cobertura à competição, começando com uma análise geral dos grupos, bem como palpites iniciais de classificados. Conforme cheguemos mais perto da abertura, abrir-se-á uma possibilidade para eventuais comentários de contratações, alguma desistência que – espero – não vá ocorrer, bem como das rodadas e um ou outro jogo individual ao qual eu vá posteriormente, como fiz nas postagens de Macaé x Americano e Macaé x Madureira na Copa Rio (duas possíveis equipes seriam o Independente e o Goytacaz). Sem mais delongas, seguem os grupos:

GRUPO A
: Aperibeense, Floresta, Goytacaz, Independente, Itaperuna, Rio Branco.

Grupo recheado de francos-atiradores, mas que vêm com bons históricos, apesar de já não darem tanta confiança este ano mediante resultados dentro e fora de campo vistos. A Aperibeense subiu da Série C e já tentará aprontar, como quase conseguiu na Copa Rio, mas um desmonte pode ser crucial para a equipe. Floresta e Independente que, por pouco, não subiram para a Série A ano passado, terão caminhos mais difíceis, com a perda de recursos (no caso da Floresta, da prefeitura de Cambuci; e o Independente deverá montar o time exclusivamente com jogadores amadores – ainda nem os escolheu e faltam 30 dias somente para o primeiro jogo). Goytacaz e Rio Branco ressurgem com o alento da participação de apoio da prefeitura de Campos às três principais equipes da cidade, principalmente o Goya, com uma negociável parceria com o Flamengo. O Itaperuna é-me desconhecido.

Aposto em: Aperibeense, Goytacaz, Itaperuna, Rio Branco.

GRUPO B: Angra dos Reis, Bangu, Ceres, Estácio de Sá, Miguel Couto, Nova Iguaçu, Sendas.

Bom grupo este. O Sendas tem um bom investimento nas categorias de base e parece ser daquelas equipes de projeção avassaladora – resta saber se confirmará tais expectativas. O Bangu tem um bom planejamento em andamento: contratou Roy, que fez grande campanha à frente do Resende, e, mesmo tendo desistido da Série C Nacional, monta elenco de grande número, fundamental para competição duradoura como esta. O Nova Iguaçu é a minha maior aposta dentre todas as equipes, ainda mais com o título da Copa Rio conquistado. Em Angra dos Reis, o trabalho começou há algum tempo, enquanto Ceres, Estácio e Miguel Couto dão-nos poucas informações de plantel.

Aposto em: Bangu, Ceres, Nova Iguaçu e Sendas.

GRUPO C: Bonsucesso, Brescia, CFZ, Olaria, Portuguesa, São Cristóvão, Villa Rio.

Putz, daqui dá para subir pelo menos cinco. Então vou apostar nos que torço mesmo, à exceção do CFZ. Confio mais no Olaria, pelo desempenho satisfatório na Copa Rio. Se o Villa Rio classificar-se, entretanto, não será grande surpresa.

Aposto em: Bonsucesso, Olaria, Portuguesa, São Cristóvão.

GRUPO D: Guanabara, Profute, Serrano, Silva Jardim, Teresópolis, Tigres.

Grupo mais obscuro, pois não sou grande entendedor do futebol da Região Serrana do Estado. Gostava do Serrano bastante quando passou pela Série A Carioca. O Tigres do Brasil foi massacrado na Copa Rio e não me inspira grande confiança. Silva Jardim pode pintar como zebra local.

Aposto em: Guanabara, Serrano, Silva Jardim, Teresópolis.

Duque de Caxias

Este post é complementar ao “Cabofriense está fora da Série C”. Comparem as duas imagens de abertua. São as primeiras que o Google traz quando se digita Cabo Frio e Duque de Caxias Cidade, respectivamente para as cidades a que estão voltados cada time principal da postagem. Sem qualquer tipo de preconceito, percebemos as diferenças claras, e que também são veiculadas em diversos locais, entre os padrões das duas cidades. Todavia, é o Duque de Caxias Futebol Clube que disputará a Série C do Campeonato Brasileiro de 2008 e não a Cabofriense. Aos de primeira viagem, não, o Duque de Caxias até hoje não tinha sido superior à Cabofriense no histórico do futebol fluminense profissional. O time da Baixada disputou o Campeonato Carioca da 1ª Divisão somente este ano e terminou atrás da Cabofriense. E herda a vaga para a Série C por ter sido o sexto colocado da Copa Rio de 2007, uma vez que desistiram Cabofriense, Bangu, Nova Iguaçu e Olaria (segundo a quinto colocados em seqüência).

Enquanto os times da capital e a Laranja Mecânica disputam a Série B do Campeonato Carioca, o Duque disputará já a Série C do Brasileiro. Sinal dos tempos. Não concordo nem discordo com a postura tomada por estes três últimos times de abdicarem da Série C em prol de tentarem o Acesso à Série A do Carioca. Não discordo, porque o planejamento, certamente, já vinha voltando-se exclusiva e ”tranqüilamente” para a Série B, desde o plantel até o gasto com viagens - relembremos que já na 1ª fase há três viagens a São Paulo -, inclusive com bons resultados (nem preciso comentar a campanha do NI; o Olaria quase tirou o Americano da 4ª Fase da Copa Rio; e o Bangu vem na medida certa: contratou Roy e diversos jogadores indicados exclusivamente por ele). Principalmente nos casos de Olaria e Nova Iguaçu. Não concordo, quanto ao Bangu, pois esta talvez seja uma chance única de reaparecer no cenário nacional; afinal, mesmo que consigam o acesso, as equipes ainda terão de ficar entre as três melhores pequenas para chegar à Série D de 2009; isso SE conseguirem subir. Logicamente que uma queda para a Série C Carioca seria desastrosa. Como disse, não posso discordar por inteiro, pois não tenho noção do financiamento de tais equipes - e, como sabemos, a maracutaia rola solta no Estado e os times pequenos da capital estão às moscas -, mas, talvez alguém de maior visão, buscasse um bom investimento para tentar a participação, no caso do Bangu, da Série C do ano que vem. E vale lembrar que o Ipatinga está na Série A do Brasileirão, aparecendo em cadeia nacional vários fins-de-semana, mesmo tendo caído para o Módulo II do Mineiro. O jeito para os torcedores - e para nós, admiradores do futebol tradicional - será torcer para que Olaria e Bangu subam rapidamente. Só que apenas dois sobem, e ainda tem o próprio Nova Iguaçu, Sendas, Aperibeense, Floresta, Goytacaz, Itaperuna…

Chegamos a(o) Duque de Caxias. Cidade da Grande Rio e de vários problemas propagados a quatro cantos, estará na Série C do Brasileiro. E, acreditem, com boas chances de se manter lá. O investimento da prefeitura é o oposto ao da Cabofriense. Enquanto há críticas diversas de apropriação indevida de parte dos recursos voltados ao time e ainda do fato de o dinheiro ser destinado a um esporte que não favoreça tanto o investimento da comunidade caxiense, o negócio do futebol vai-se instalando bem em Caxias. Voltamos às questões da primeira parte desta temática: saberão os dirigentes do TIME DE FUTEBOL do Duque de Caxias saber aproveitar o bom momento para buscar parcerias, independentemente de um fracasso - pelo qual torcemos que inexista - na Série C e algum candidato eleito que fuja à idéia atual de ajuda ao time? Tudo é negócio e o futebol é uma grande indústria. O que falta ao Rio de Janeiro, ainda, é saber gerir tal indústria, sem precisar de picos ou enormes desigualdades entre as indústrias locais por falta de OPORTUNIDADE, enquanto, num cenário nacional, as fluminenses são motivo de zoações e despritigiadas a torto e a direita. Indústrias obsoletas, com prazo de validade, irrenováveis e que só crescem com algum capital de origem no mínimo questionável e duvidosa (temática que tenho procurado evitar aqui, pois o blog é de futebol, mas a política está impertigada em cada canto e aqui sobressai-se com evidência e seria cara-de-pau ignorá-la).

Vamos acordar que ainda há tempo. “O mundo é um moinho, vai triturar teus sonhos tão mesquinhos” cantou Cartola. Cantemos para os clubes também, antes que herdemos somente o “cinismo” e, quando notarmos, estaremos “à beira do abismo”, “abismo que” cavamos com nossos ”pés”.

Em breve: expectativas para a participação dos cariocas na Série C.

Dunga

E o Brasil venceu. Lógico que não vi o jogo. A moral da seleção e de Dunga andam tão em baixa que, não só a Globo preferiu não transmitir - talvez pelo horário ridículo e a série de Brasileirão e Fórmula-1 no mesmo dia -, como as outras emissoras deixaram passar batido esta oportunidade (vale lembrar que jogo do Brasil é da Globo e acabou). Nem mesmo o SporTV, que tem dois canais à disposição, voltou-se para o duelo em Volta Reonda (por volta de 13h era exibido uma reprise da GP2, uau!), muito menos os canais ESPN. Realmente, a Seleção Brasileira já não é mais a mesma. O público em Volta Redonda também foi razoável: pouco mais de 8000 pessoas que, justamente, se dispuseram a vaiar Dunga e pedir sua saída; bem como gritaram “olé” para os toques da Seleção Carioca.

Pelo pouco que pude ver de lances na Internet e li por aí, a vitória foi graças a duas bobeiras de jogadores do Flamengo: logo no começo, Rodrigo Arroz lançou Pato (mas não era do outro time?!), ele se livrou do goleiro e fez aos 7 minutos o único gol da partida. No segundo tempo, a Seleção Carioca melhorou e a Brasileira parecia perdida em campo, após tantas substituições. André Lima perdeu chance incrível. E a pressão vinha, com o apoio da torcida local. Até que Marcelo Lomba foi expulso infantilmente, ao tocar com as mãos bola fora da área. Resultado: um a menos, pequena confusão e jogo que acabou sem mais oportunidades. Registre-se que o árbitro da partida foi um dos mais confusos do campeonato carioca e, para variar, por indicação da FERJ, cometeu outras lambanças: Marcelo de Lima Henrique não marcou três pênaltis para os cariocas - é, ajudinha marota à CBF - e, depois, não queria permitir a volta de Cássio para o gol, no lugar de André Lima, quando os técnicos já haviam combinado previamente tal fato (reparem que os cariocas ficaram com 1 a menos, como preciso, só não ficaram com André Lima no gol; afinal, se tivessem sido chamados 3 goleiros, haveria outro substituto mesmo) e acabou por esfriar a boa pressão mantida pela Seleção Carioca no final da partida. Por fim, como eu disse há duas postagens, é nestes pequenos detalhes que podemos compreender muito do todo. Brasil fez apenas 1 gol nas últimas quatro partidas, graças à ajuda de Arroz, e o Rio de Janeiro, ainda que mal representado e justificado, poderia ter, no mínimo, empatado.

Campeão!

Junho 21, 2008

Nova Iguaçu

Parabéns, Nova Iguaçu, pelo título da Copa Rio! Se se mantiver assim, tem tudo para voltar à Primeira Divisão Estadual e ainda lutar por um acesso à Série C em 2009. Acertei, enfim, as apostas para as duas fases finais: disputa do terceiro lugar (Madureira 6 X 3 nas soma dos dois jogos) e final (Nova Iguaçu 4 X 2). Parabéns, também, ao Americano, que voltará a uma competição nacional já no 1º Bimestre do ano que vem. Que as duas equipes, diante dos bons resultados, saibam manter o trabalho eficiente que mais louros alcançarão. E que sejam inteligentes na hora de direcionar os financiamentos, para não sumirem do mapa depois das eleições municipais.

Em breve, dados de público, artilharia e cartões da competição, com um balanço final.

Seleção Carioca

Junho 21, 2008

Estado do Rio de Janeiro

Num final-de-semana em que Eurocopa, Série A, Série B, final da Copa Rio e Fórmula-1 estarão / estiveram à tona; a CBF marcou, em péssima escolha, um amistoso da Seleção Olímpica Brasileira contra um combinado carioca, às 11 horas de amanhã (22/06), no Estádio da Cidadania, em Volta Redonda. Diante da péssima fase que se encontra a Seleção “verdadeira” - e do pouco treinamento que teve a Olímpica -, não ficarei espantado com uma vitória da Seleção Carioca, apesar de ser o típico time “fantasma”: um amistoso e acabou, reunião de jogadores para uma verdadeira pelada num domingão. Como meu foco tem sido, geralmente, para os times cariocas, nada mais justo que comentar a Seleção Carioca, escalada pelo técnico Alfredo Sampaio (boa escolha da Federação do Rio de Janeiro) para o jogo de amanhã. Os convocados encontram-se aqui: http://www.sidneyrezende.com/noticia/13728.

Primeiramente, como já foi dito, a data do amisto foi de péssimo gosto: jogadores titulares de Flamengo, Vasco, Botafogo, Fluminense, Nova Iguaçu e Americano não puderam ser chamados por conta dos confrontos importantes de suas equipes. Com isso, as oportunidades de convocação de Alfredo voltaram-se exclusivamente para suspensos / não aproveitados ou jogadores de outras equipes pequenas do Estado. Por ironia ou não, à exceção de Roberto Lopes, do Boavista, caíram vagas unicamente para os jogadores do Madureira e do Macaé. Estranha-se a chamada de André Lima que, por mais que seja carioca de nascimento (e nem sei se é mesmo), está jogando na Alemanha! Outra peculiaridade da convocação foi a escolha de somente 19 jogadores, quando oideal seriam 22, até para valorizar mais outros jogadores de nosso estado. Por fim, no coletivo de hoje, a equipe titular apresentada foi:

Cássio (Madureira); Marcos Vinícius (Vasco), André Luis (Botafogo), Rodrigo Arroz (Flamengo), Egídio (Flamengo); Diguinho (Botafogo), Roberto Lopes (Boavista), Abedi, Adriano Felício (Botafogo); Paulo Sérgio (Flamengo) e André Lima (Hertha Berlim).

Sinceramente, Marcos Vinícius e Egídio - este sem reserva, será o lateral-esquerdo absoluto da equipe - poderiam muito bem ser postos na reserva de diversos times pequenos do Estado. O próprio Edson, do Madureira, chamado, fez uma bela Copa Rio e mereceria a vaga na lateral-direita. A zaga até que é boa, e André na reserva é uma opção que faz jus à convocação. Os volantes tambéms são de bom nível (quem é Ernane, o reserva??) e são muitos os chamados no meio para duas vagas mal ocupadas (Erick Flores merecia ser escalado de primeira, enquanto Felício até hoje não mostrou futebol de verdade). O ataque, para mim, deveria ser o do Quissamã, mas, das opções, era lógica a ocupação de André Lima e mais um. Eu prefiro o Jones ao Paulo Sérgio - que perde muitos gols -, mas creio que haverá um revezamento de 45 minutos para cada que é válido. No gol, Cássio e Marcelo Lomba deverão representar bem.

Concluindo, a convocação só não decepciona tanto porque já conhecemos o histórico da Federação do Rio e sabemos que ninguém está se lixando muito para o nome do estado. Mas que faltaram muitas opções, coerência e ficou claro o investimento empresarial e financeiro de jogadores dos ditos “grandes”, mediante a passividade perante tantas boas opções em clubes pequenos - fora o NI e o Americano, que não puderam ter jogadores selecionados - incomodam, ah, incomodam. Lógico que minha torcida será pelos cariocas. Agora, que ninguém estranhe o porquê dos times pequenos há tempos não aparecerem valorizados na mídia e em competições de relevância nacional. É nas pequenas coisas que observamos os porquês das grandes.

Em tempo, minha seleção seria (4-4-2):

01. Diogo (Nova Iguaçu)
02. Edson (Madureira)
03. André (Macaé)
04. Tinoco (Duque de Caxias)
06. Pirão (Americano)
05. Diguinho (Botafogo)
07. Roberto Lopes (Boavista)
08. Bruno Reis (Quissamã)
10. Zada (ex-Macaé)
09. Ricardo (Quissamã)
11. Zambi (Nova Iguaçu)
Técnico: Toninho Andrade (Americano).

Segundas apostas

Junho 7, 2008

Passando o tempo, desta vez focado na Série A. Sim, tenho errado tudo e isto é ainda mais incrivelmente divertido. Poste também o seu chute, em opiniões, para a Série A e, se quiser, para as finais e disputa de terceiro lugar da Copa Rio.

Ipatinga 2 X 1 Náutico.
São Paulo 0 X 0 Atlético-MG.
Flamengo 1 X 1 Figueirense.
Portuguesa 2 X 2 Internacional.
Sport 2 X 3 Palmeiras.
Grêmio 0 X 0 Fluminense.
Atlético Paranaense 2 X 1 Goiás.
Vitória 3 X 1 Santos.
Cruzeiro 2 X 0 Vasco.
Botafogo 2 X 1 Coritiba.

Brasil 0 X 2 Venezuela

Junho 7, 2008

Brasil 0 X 2 Venezuela

Está aí. Depois de penar para ganhar, no Morumbi, o Uruguai (de maneira injusta, vale resgatar); penar para passar pela paupérrima seleção canadense há uma semana, esta noite o Brasil perdeu uma invencibilidade de 15 jogos, desde a partida contra o México - e é a primeira derrota na história do Brasil para a Venezuela. A Era Dunga registra um fato curioso: as três derrotas do Brasil foram por 2 X 0 (Portugal, México e Venezuela); logo, sempre que faz gols, o Brasil leva alguma vantagem. Isto comprova que, ao contrário do que ocorreu em 2006, quando o quadrado mágio decepcionou e os que se salvaram foram os defensores, a atual Seleção Brasileira - que peca pela ausência de um padrão tático de jogo e jogadas ensaidas e bem combinadas -, extremamente dependente (e, pior, confiante de que este é o caminho) de uma jogada individual que vá, justamente, provocar um gol, mesmo que a partida tenha ganho contornos favoráveis ao adversário (daí, pelo fato de ser o Brasil o oponente, o rival acaba por se acanhar e não consegue uma vitória nestes casos), não tem tanta confiança na sua marcação. Hoje a Seleção começou com três jogadores ofensivos e Anderson improvisado de volante, com Elano tentando trabalhar como ponta. Resultado: logo no princípio um contra-ataque venezuelano abriu o placar. E foi em outro, com falha do (bom) zagueiro Henrique, do Palmeiras, quase no final da primeira etapa, que os venezuelanos decretaram o placar final.

Ao contrário da partida contra o Canadá, em que o oportunismo brasileiro - e a falta de pontaria canadense - foram cruciais para a determinação do placar em 3 X 2 favorável aos amarelos, o Brasil não conseguiu manter o nível de sorte, com apenas duas finalizações perigosíssimas: uma de Diego, que o goleiro Verga desviou com o pé (no rebote, bicicleta na trave); outra de Adriano, tentando de letra num cruzamento de Gilberto da esquerda. Como disse, falta ao Brasil mais padrão tático ou vontade de assimilá-lo. Portanto, a culpa de Dunga está em não conseguir trazer inspiração ao meio-campo brasileiro, sobrecarregando atacantes (Adriano voltava várias vezes hoje; Robinho só produzia dribles, jogadas nenhuma; e Pato só brilhou ao pegar a bola na intermediária e driblar quatro jogadores seguidos… para errar o passe) e uma zaga desencontrada, principalmente por conta de um Doni que passa menos confiança e dois laterais um tanto quanto mortos - uma jogada nas costas de Gilberto quase aumentou o placar, ainda em 1 X 0 naquele momento, quando Arango tropeçou na própria bola - defensiva e ofensivamente (falta alguém para cobrir e alguém para aparecer para o toque; ou os dois laterais são fracos mesmo para os padrões brasileiros, vide Léo Moura e Juan / Gabriel e Júnior César para ficar com os que eu sempre acompanho). E a Venezuela soube finalizar com calma e precisão duas das quatro jogadas fatais que criou: uma com Maldonada, outra com Vargas. É também importante constatar que os venezuelanos, desde o começo das Eliminitarióas, a meu ver, têm totais chances de irem à sua primeira Copa em 2010. Conseguiram, em 2007, pela primeira vez, chegar às quartas-de-final da Copa América; venceram o Equador fora de casa e colocaram 5 X 3 na Bolívia já. A equipe, consicente das suas limitações, apresenta um toque de bola calmo na zona defensiva, esperando desatenções do rival para jogadas enfiadas, com velocidade de Maldonada, através de bons controles de bola por parte de Arango e Vargas (o primeiro já está enferrujando um pouco, apesar de sempre ser figura importante nos jogos venezuelanos). A zaga não é tão atabalhoada, com um consistente Rey e com três zagueiros sem necessariamente fazerem uma linha de impedimento e abrindo o jogo, sem inversões precipitadas. O resultado de hoje sacramenta o novo estágio, também, do futebol profissional na modernidade. Nenhum time é bobo demais. O Brasil e Dunga que se cuidem, porque Cabañas já arrasou com duas equipes brasileiras na Libertadores com jogadas semelhantes às criadas pelos venezuelanos hoje. E o espaço pelo meio que os rivais têm para jogar é inacreditável.

Notas (Brasil):
Doni > 5.
Daniel Alves > 2 (Maicon > 3,5).
Henrique > 4,5.
Luisão > 5,5.
Gilberto > 5.
Gilberto Silva > 3 (Josué > 4).
Anderson > 4 (Rafael Sobis > Ele entrou mesmo??).
Elano > 2,5 (Mineiro > 1).
Robinho > 0.
Adriano > 5 (Luís Fabiano > 4).
Alexandre Pato > 5,5 (Diego > 4,5).

Nessa quarta-feira que passou, tivemos a conclusão da quarta fase da Copa Rio. Definiram-se a final e a disputa do terceiro lugar que ocorrerão em dois jogos (ida e volta).

Grupo J:
Volta Redonda 0 X 5 Nova Iguaçu.
Duque de Caxias 2 X 0 Quissamã.
1) Nova Iguaçu - 13 pts (10)
2) Quissamã - 13 pts (3)
3) Duque de Caxias - 9 pts
4) Volta Redonda - 0 pt

Uma vez mais - e para infelicidade da minha torcida pela equipe norte-fluminense - falhei nas apostas, e o Nova Iguaçu classificou-se. Esta classificação final mostra a força que os classificados têm e se se mantiverem preparados, independementemente dos rumos políticos, têm tudo para subir, respectivamente, à Série A e à Série B do Estado do RJ. Despontam como favoritos nas suas divisões, principalmente o Nova Iguaçu que obteve um resultado histórico (jamais um time obtivera uma goleada por mais de três gols de diferença contra os mandantes no novo estádio de Volta Redonda, que encerra de forma brochante a competição). Já o Quissamã perdeu sua “sorte” justamente na reta final, como na disputa da Série C do ano passado, mas não pode deixar-se desestabilizar isso. A torcida tem lotado o Carneirão e o time é bem formado e estruturado.

Grupo K:
Madureira 2 X 1 Friburguense.
Americano 1 X 0 Macaé.
1) Americano - 12 pts
2) Madureira - 10 pts
3) Friburguense - 9 pts
4) Macaé - 4 pts

Um grupo ainda mais intensamente disputado como previa, que termina com o esperado Madureira classificado para alguma das fases seguintes, com gols de pênaltis, se não estou enganado, nos últimos quatro jogos desta fase (e a final, talvez, nem lhe faça tanta falta, afinal a equipe já está classificada para a Copa do Brasil ano que vem e pode se manter na Série C, que disputará este ano; portanto a Copa RJ-ES pode ser mais interessante para evitar um período de inatividade). Já o Americano suou para bater o Macaé - que cai incrivelmente, nenhuma vitória fora-de-casa (apesar das poucas expectativas mesmo) e que precisará se arrumar muito, consertando diversas coisas que já comentei, para não passar vergonha na competição de maior visibilidade do ano - e conquistou uma vaga em que eu jamais poderia esperar, pela equipe muito jovem e um estilo meio burocrático de atuação nos (pouquíssimos) jogos da equipe com Toninho de Andrade que vi neste ano.

Final: Nova Iguaçu X Americano, no Giulitte Coutinho (14) e Americano X Nova Iguaçu, no Godofredo Cruz (21), sempre às 15 horas.

Para mim, o Nova Iguaçu é o favorito por ter tido uma boa preparação desde a integração dos atletas pelo Mesquita, conquistando a manutenção do time alvinegro na Série A na última rodada, ainda que os campistas decidam em casa a finalíssima. O que não pode ocorrer é um desmonte total dos laranjas - ou se acharem superiores às demais equipes da Série B -, pois a Série B ser-lhe-á muito mais interessante e importante, até projetando uma competição brasileira que disputará ano que vem (uma vaga para a Série D, por exemplo, talvez tivesse de ter ser relegada por conta de ela ser disputada em paralelo com outra Segundona). Já o Americano deve começar a pensar em como irá reaparecer no cenário nacional ano que vem, principalmente na Copa do Brasil. Volta Redonda e Madureira, uma vez mais este ano, ficaram somente na segunda fase.

Disputa do Terceiro Lugar: Quissamã X Madureira (11, às 16h), no Carneirão e Madureira X Quissamã (14, às 15h), em Conselheiro Galvão.

Precisa dizer algo? Madureira favoritíssimo pelo histórico recente. Aliás, foi no mínimo bizarra a decisão da FERJ quanto à seleção para quem mandaria o jogo decisivo: por que não quem obteve melhor campanha nas fases anteriores, como em tantas outras competições, e sendo mais justo? Aí Quissamã e Nova Iguaçu decidiriam em casa. Curioso que os classificados do grupo de Madureira e Volta Redonda, na terceira fase, já estavam pré-definidos como mandantes nas duas últimas rodadas na quarta fase…

Cabo Frio

No começo desta semana, os dirigentes chegaram a - e divulgaram - uma decisão que vinha se enrolando desde minutos antes da última partida da Taça Rio sobre a participação do time na Terceira Divisão do Campeonato Brasileiro deste ano: não mais ocorreria. O time, eliminado ainda na terceira fase da Copa Rio, mas que se classificara pelo vice-campeonato na edição anterior desta competição e também teria direito a vaga por ter sido a terceira melhor equipe das “pequenas” do estado no Campeonato Carioca (vaga herdada pelo Macaé), abre um espaço para o Bangu, terceiro colocado da Copa Rio do ano passado, voltar a figurar no cenário nacional, apesar de estar na Segunda do Carioca - que será disputada paralelamente à Série C do Brasileiro.

Tal situação já era esperada, primeiramente porque o boato de tal fato ter ocorrido no final do Campeonato Carioca e a equipe ter participado muito mal da competição seguinte - a Copa Rio -, demitindo seu técnico, Aílton Ferraz, e ficando quase um mês sem anunciar substituto eventual ou mesmo planejamento com reforço(s), estratégia de treinamentos etc. Os dirigentes justificaram-se pelo fato de o clube não ter verbas para fazer as viagens dispendiosas não pagas pela CBF, além de gastos com viagens e hotéis, fora a manutenção do plantel e ajustes do Estádio Alair Corrêa para a disputa; tudo porque a prefeitura não teria repassado o dinheiro originalmente prometido. E, assim, os conceitos sobre um time de futebol e empresa mostram-se intimamente ligados como as escolas de samba, porém uma falta de administração incrível evidencia o desgaste do futebol carioca - os clubes tradicionais agonizam na Série B, à espera de algum milagre, mas só vêm sido cada vez mais acompanhados (ficou somente o Madureira, que tem a dirigência de Elias Duba, amigo de Eurico Miranda) - e uma subida desproporcional dos clubes-cidade. As prefeituras locais que investem nos times como fonte de “diversão” para seus moradores e “divulgação” turística da cidade é incapaz de mantê-los ou mesmo aproveitar bons momentos, como o da Cabofriense até então.

A equipe chegou à final da Taça Rio ano passado. Resultado: apareceu (relativamente bem, apesar de sair com o vice-campeonato) duas semanas seguidas em cadeia nacional, com diversas reportanges sobre o clube em jornais esportivos, e, acima de tudo, o nome da cidade sempre aparecendo (fosse pelo uniforme da equipe, fosse para explicar de onde saiu um candidato real a título de turno estadual). Depois disso, a equipe conquista, no campo pela primeira vez, uma vaga para a Série C do ano seguinte. O que eu esperaria? Ainda mais investimentos, estado de toatl contentamento, com a chance de a equipe alavancar de vez num cenário ainda maior. Mas as brigas políticas impedem isso, apesar de outra boa passagem do time no Estadual - prova de que equipe e algum centro estrutural tem (ou tinha…) -, e, agora, todos os jogadores recebem um comunicado de “lamento, fechado para balanço” e a torcida simplesmente fica sem saber sobre o futuro de seu time. Mais: vê todo um trabalho construído aos poucos e que se concretizou ano passado perder boa parte de sua importância por conta da ausência de dinheiro.

Questão: estamos diante de eleições municipais. Como informado, dos 12 pequenos do Carioca, 11 vêm de diferentes municípios que, certamente, apóiam seus clubes locais. Caso não haja reeleições ou mesmo o pensamento do atual prefeito mude com a reeleição, como pode ficar o padrão (já fraco) do futebol fluminense? Temos de começar a ver até que ponto vai, voltando a uma temática delicada que introduzi no post “Tita e os Royalties”, a diferença entre time e prefeitura (entenda-se como prefeitura o conjunto político que tem seu nome associado ao regimento do município), qual deles é mais importante, afinal. Os clubes fluminenes precisam saber aproveitar melhor, serem empresas com maior visão e esperteza, como times paulistas, que sempre conseguem subir um da Série C para a B e da B para A. Vide Barueri, Marília, mesmo o Bragantino resgastado, Santo André, Ituano, Paulista de Jundiaí. São Caetano… Mesmo com mudanças políticas, os clubes - com nomes originais de suas cidades - souberam aproveitar boas fases para consolidar investimentos de outros setores que fazem com que tais clubes não se sintam tão inseguros diante de meros votos. A não ser que os interesses políticos sejam dominantes mesmo na esfera de comando da gerência futebolística, com as pessoas responsáveis tentando dar justamente este temor aos torcedores (”a mudança é danosa para nós: estão gostando ou não, afinal?”).

O Bangu está à procura de patrocinadores, mas um pouco indeciso. Esperarei um anúncio oficiail de sua diretoria e também quem herdaria a vaga no caso de uma desistência, ou seja, o término do rolo por parte dos banguenses para fazer a ligação desta postagem - que, confesso, ficou mais informativa - com um sobre os tradicionais, expondo melhor a opinião de a relação capitalista lucrativa e de sucesso futebolístico no Estado do Rio de Janeiro parecer tão utópica.

Uma vez que o site da 820 AM estava fora do ar - por quais motivos não posso precisar - e a Tropical 830 não passou, sabe-se lá tambem o porquê, o jogo entre Nova Iguaçu e Quissamã, fiquei apenas esperando a divulgação dos resultados para poder comentar os grupos gerais e as expectativas de classificação que serão definidas na próxima fase. Primeiramente, os resultados e classificação de cada grupo:

GRUPO J:
Nova Iguaçu 1 X 1 Quissamã.
Volta Redonda 2 X 3 Duque de Caxias.
1) Quissamã - 13 pts (5)
2) Nova Iguaçu - 10 pts (5)
3) Duque de Caxias - 6 pts
4) Volta Redonda - 0 pt

Errei totalmente minha previsão de melhoras parciais do Voltaço e do Duque após a classificação na Terceira Fase - o time da Cidade do Aço perdeu todas as partidas, decepcionando incrivelmente. O Quissamã firma-se como grande surpresa da competição e tem tudo para conquistar a classificação para a finalíssima, apesar de jogar fora-de-casa contra um Duque de Caxias com incríveis problemas defensivos: os quissamaenses contam com um aproveitamento de 100% em casa e 66% fora-de-casa nesta fase, além de ter três jogadores brilhando pela artilharia (Ricardo e Bruno Reis são os destaques), e parece contar com toda a sorte dos times do interior, ao ter marcado um gol de pênalti aos 40 do segundo tempo no confronto decisivo de ontem. Lamentável é o caso policial que foi relatado por pessoas que compareceram ao jogo em Édson Passos… Mais uma amostra do amadorismo na regência do futebol fluminense.

GRUPO K:
Madureira 3 X 0 Americano.
Friburguense 1 X 0 Macaé.
1) Friburguense - 9 pts (1)
2) Americano - 9 pts (0)
3) Madureira - 7 pts (2)
4) Macaé - 4 pts

Grupo movimentadíssimo. Americano depende só de si, com uma vitória no Godofredo Cruz contra o Macaé, já eliminado. Por outro lado, o Madureira vencendo em casa o Friburguense e contando com um tropeço do alvi-negro campista seria o finalista deste grupo. Já o time da Serra precisa de um resultado igual ao do Americano, desde que não perca, para conseguir a classificação. Por conta de todo time que enfrenta o Madureira terminar com 1 a menos e a equipe carioca jogar em casa, aposto no Madura para a classificação, mesmo com a dependência exclusiva do Americano e uma possível ajuda macaense (isso promete dar muita polêmica, afinal a rixa entre Macaé - e vários outros pequenos do RJ, mas o alvianil principalmente - e Madureira por conta da arbitragem nos últimos confrontos é muito acirrada e uma derrota macaense, já sem chances de sequer ficar em segundo lugar para disputar a vaga na Copa RJ-ES, prejudicaria o Madureira). Vamos ver no que dará…

Próxima rodada (todos os jogos são destaques - 04/06, 15h):
Volta Redonda X Nova Iguaçu, Estádio da Cidadania.
Duque de Caxias X Quissamã, Marrentão.
Madureira X Friburguense, Conselheiro Galvão.
Americano X Macaé, Godofredo Cruz.
Se terminasse hoje:
FINAL - Quissamã X Friburguense.
DISPUTA DO TERCEIRO LUGAR - Nova Iguaçu X Americano.

Em breve: estatísticas e curiosidades da Copa Rio!

A gente vai levando…

Maio 29, 2008

AnimalCuca

E a saga dos alvi-negros continua…

Macaé 3 X 3 Madureira

Maio 28, 2008

Macaé 3 X 3 Madureira

Opa, fazia tempo que não via tanta coisa num jogo atípico como este. Tempos que não via tantos gols ao vivo - depois do pobre, mas não necessariamente pior qualitativamente, jogo de sábado -; tempos que não via uma arbitragem tão indecisa e, por conta disso, influenciar bastante no resultado - mesmo que indiretamente -; tempos que não vibrava tanto com um gol no final da partida (até porque a final do Carioca 2008 tornou-se fácil, convenhamos), dentre outras peculiaridades que somente quem foi ao estádio municipal de Macaé, no que pode ter sido o último jogo da equipe local antes da Série C em seus domínios, para ver o duelo - que já se torna de grande rivalidade após três confrontos este ano - entre Macaé e Madureira, terminado no placar de 3 X 3, pôde acompanhar. E quem chegou um pouquinho atrasado ou saiu um pouquinho antes perdeu muita coisa. Vamos nós:

Sob um escaldante Sol de mais de 30º C certos e após uma partida estafante no sábado - narrado na postagem anterior -, o Macaé vinha com três ausências, uma delas muito sentida - e eu diria decisiva para o modo com que a equipe local jogou, principalmente em relação à última partida. Os zagueiros Wallace e André e o lateral-esquerdo Bill; além da barração de Steve por Dário Lourenço (certeira). O que Dário fez foi lançar Schneider da direita para a esquerda, colocando o jovem Dos Santos na direita, botar os zagueiros reservas (Otávio e Rodrigão) e jogar Léo Guerra, seu homem de confiança dos tempos de Volta Redonda, para o ataque, recuando Zada para o meio ofensivo. No começo, parecia que tudo daria certo. Numa jogada de aproximação pela esquerda, começada com Schneider e Zada - hoje um pouco mais próximos na ação ofensiva -, e numa bola rolada por Léo Guerra, saiu o gol com 1 minuto de jogo: Léo Gonçalves de fora da área, num lance bem parecido com o gol de Schneider no último confronto. O Madureira mal pôde parar para pensar e surgiu outro gol dos macaenses. Novamente a jogada começou pela esquerda, André Gomes arrumou e chutou com perigo para sensacional defesa de Renan. No córner, Otávio desviou, na tarde que seria dos zagueiros, para o fundo das redes. Festa total da torcida do Macaé, que compareceu em bom número - contra nenhum do Madureira à vista -, já esperando até uma goleada para melhorar incrivelmente o saldo. Mas, naquelas coisas que só acontecem no futebol, o Sol pareceu, repentinamente, ter-se colado ao campo e, tanto jogadores como torcedores, os mandantes desanimaram e, de pouco em pouco, o Madureira foi crescendo, principalmente pela sua direita. Isso porque, ao colocar Zada no meio, Dário esqueceu-se de que o experiente meio-campista já não tem forças para marcar e, por mais que ele tenha funcionado (como foi comprovado nos dois gols) na tabela com Schneider, sobre a qual cheguei a reclamar durante a partida contra o Americano que estava faltando, ficou um buraco enorme para que o número 4 do Madureira (Édson) subisse com enorme liberdade diversas vezes.

Um pouco antes do segundo gol do Macaé, um lance já chamava a atenção para a arbitragem de “Michael Jackson” Edilson Soares. Justamente num lance nas costas de Schneider, o número 4 caiu e o árbitro levou o apito à boca e apontou para a grande área. Pênalti? Ele ficou meio na dúvida, olhou para o bandeira, para os jogadores, e preferiu seguir o auxiliar numa estranha troca de olhares, para a marcação do escanteio. Eu, sinceramente, achei que tinha sido, para os padrões com os quais ele levava o jogo. O Madureira tinha mais posse de bola e o Macaé oferecia algum espaço na outra lateral também, que era pouca explorada por haver um combate mais intenso ainda no meio-campo. Ao contrário do Americano, que se postou mal com a posse de bola, os cariocas faziam alguns bons lançamentos para o número 11, que disputava as bolas sempre com muito agarra-agarra com um dos zagueiros. Já aí começou a se verificar uma reclamação enorme - e justificável - da torcida, pois Edilson insistentemente parava o jogo e marcou cerca de cinco faltas na quina da grande área, exatamente por conta dos agarra-agarras usados à exaustão pelo Madureira. Porém, deve-se colocar que o Madureira tinha um toque de bola envolvente e talvez o Macaé tenha se acostado na vantagem (como disse, também esperava, de novo, mais da torcida; depois do segundo gol botar aquele fogo) e aderido à tática dos adversários, de parar insistentemente a partida. Desta maneira, o Madura chegou ao seu primeiro gol. Numa bola tocada na grande área, o jogador do Madureira, marcador por 3 jogadores, foi tolamente calçado por Rodrigão. Desta vez, não havia dúvidas e Edilson acertou na marcação do pênalti - bem batido por Paulo Roberto (Lugão acertou o canto e quase tocou, mas ela foi no cantinho). Todavia, o fator preponderante para a mudança nas rédeas da partida e que me levou ao desespero junto ao público foi a expulsão de Otávio. Após o amarelo por reclamação, o jogador insistiu ainda mais, a princípio como todos fazem, e Edilson, sem mais nem menos, puxou o vermelho direito, aos 43 do primeiro tempo. Vamos esperar a súmula para saber o que ele alegará, todavia, de minha parte, acredito ter havido um exagero terrível, até pela cara com a qual ele sairia para o intervalo no primeiro tempo (sabe quando o cara sai meio rindo, tipo “tô ferrando / vou ferrar com vocês e vocês nada podem fazer, porque eu tenho o poder”? Foi isso que eu senti) - tendo abraçado e conversado com alguns indivíduos de Deus-sabe-onde (prefiro pensar que eram colegas macaenses ao pessoal da FERJ) antes de sair, com muitas reclamações e rodeado por várias pessoas fora do campo (”não vai sair daqui hoje não”).

Quando parei para olhar o time, tal qual o costume, na saída para o intervalo, não senti a mesma confiança que na partida de ida. Parece que “na onda da galera”, os jogadores também já esperavam um empate do Madureira por vir no segundo tempo, preferindo balançar negativamente a cabeça para a arbitragem. Ali, senti que o empate viria, cedo ou tarde, e de modo direto, desta vez, do árbitro. Não deu outra. Com menos de 10 minutos, um bizarro tiro livre indireto foi marcado na grande área a favor dos amarelos. Opinando sobre o lance, acredito que foi, sim, um erro grosseiro de Edilson - perto do lance, aliás - e ainda mais influente para o jogo. Primeiro porque eu vi o jogador do Macaé afastando a bola e o do Madureira sendo chutado após o contato inicial. Segundo porque o do Madureira não se lançou ao chão ou reclamou efusivamente desde o começo, apenas sentiu o forte impacto e deu uns pulos. E depois porque este tipo de lance só ocorre quando um árbitro quer, definitivamente, aparecer. Ele já vinha parando o jogo em coisas bobas - como é um infeliz vicío de nossa arbitragem -, mas jamais pensar-se-ia que ele chegaria a tal ponto. Assim, o placar foi igualado e, de certa maneira, justamente, afinal o Macaé aceitou a pressão, por mais que haja a desculpa do um a menos (sempre fui contra ser do “chororô”). No segundo gol, a bola foi rolada para André Paulino que falhou no chute, todavia o pequeno desvio foi suficiente para tirar Lugão da bola, que rumou para as redes. Uma bobeira generalizada da zaga que - depois da disputa 3 X 1 com um pênalti no primeiro tempo -, ficou toda na grande área e abriu um buraco terrível (eu cheguei a gritar para ver se alguém conseguia notar a tempo, porém…) para a bola ser tocada para a direita. A partir daí, o jogo ficou mais igualado.

O Macaé sabia que um empate com “retranca” seria condenado bravamente - que o diga Tita -, e Dário Lourenço lançou Norton no lugar de André Gomes para tentar dar maior mobilidade. O rapaz até se esforçou, só que com muita facilidade era combatido e desarmado. Já o Madureira, com um homem para explorar, agora, também o lado direito - André era quem fechava por ali -, sabia sair nos contra-ataques com uma boa marcação central. Foi neste momento que eu vi um erro crucial de Dário Lourenço, que veio exatamente da Era Tita. Ao improvisar seu melhor lateral-direito (Schneider) na esquerda e dar a Dos Santos a fução de subir pelo lado original de Schneider, ele matou a principal força do Macaé - aberturas pela direita e inversões de bola. Como já disse, no comecinho do jogo até deu certo com as duas tabelas de Zada e Schneider. Contanto, forçado a marcar, Zada perdeu a velocidade e Schneider, extremamente carente da perna esquerda - impossibilitado, portanto, de cruzamentos rápidos - e tendo a preocupação defensiva 100% ”doada” a ele, também deixou de subir por lá. Do outro lado, Dos Santos provou-se um fraquíssimo jogador. Fechando muito na marcação - criou um buraco que o 16 do Madureira exploraria - e sem saber sair para o jogo (faltava-lhe velocidade e confiança para ir até a linha de fundo; após passar do meio-campo ele procurava alguém para tocar a bola), o Macaé perdeu seu lado direito com o cansaço de André Gomes e a entrada sem sucesso de Norton. Foi da esquerda para a direita que veio o lance do terceiro gol do Madureira, que parecia fechar o caixão das esperanças macaenses na Copa Rio. Num chute de Victor Hugo, recendo tranqüilo na direita, após um cruzamento da esquerda, a bola desviou na zaga - já desesperada - para infelicidade do alvianil praiano. Eram praticamente 30 do segundo tempo.

Algo, contudo, em dado momento, parecia-me dizer que o jogo terminaria empatado para fazer as devidas correções nos cai-cais marcados sempre a favor do Madureira; o que travava qualquer tentativa de contra-ataque do Macaé, única jogada possível para a equipe. Dário demorou, mas trocou dois jogadores totalmente inúteis, a partir do segundo gol: Léo Guerra, que ficava na frente cabeceando para ninguém nos chutões de Lugão, e Zada - comentado àcima. Entraram Anderson, com muito mais velocidade, esperto, caindo perfeitamente pela direita, e Steve, mais por falta de opções e para tentar segurar o toque de bola no meio-de-campo do time, acalmar a equipe. Por mim, Anderson devia ter entrado desde o primeiro tempo, quando eram perceptíveis os chutões da zaga e incapacidade de Léo Guerra e Jones livrarem-se dos quatro zagueiros do Madureira, além de que Léo Guerra quase nunca voltava para ajudar na marcação. O Madureira, assim como o Macaé, aparentou ter desistido, depois de tanto correr, de armar seus eficientes contra-ataques e recuou, facilitando o Macaé vir para o tudo ou nada. Houve uma debandada de alguns torcedores, já esperando pelo pior, mas quem ficou ajudou o time a superar as deficiências e as intervenções do árbitro para empatar com muita garra. Steve pouco fez. Entrou, perdeu uma finalização praticamente frente-a-frente com o goleiro, numa jogada rápida do Macaé, nas costas dos pesados zagueiros, deu passes para trás e ainda voltou a perder bolas no meio. Já Anderson… Que entrada do rapaz. Fulminante pela direita, ele não se acuou e tentou várias jogadas por aquele lado, até que, numa delas, com todo mundo driblando junto, seu cruzamento foi na cabeça de Rodrigão - taí, o outro zagueiro reserva - que escorou para o gol. Vibração geral. 45 do segundo tempo. Já com o Sol dando um descanso, um pouco mais de tempo e o Macaé poderia ter virado pois a animosidade foi à estratosfera e o físico macaense, repentinamente, parecia sobrar depois de ter ficado escondido desde o segundo gol até tomar o terceiro. Mesmo assim, foi um jogo que determinou algumas coisas:

Uma delas é que Dário Lourenço - e, reforço, a torcida tem um papel fundamental nesta mudança - tem de acalmar sua equipe, por mais que seja sabido da influência de Elias Duba, ao lado de Eurico Miranda, e todos os acontecimentos inimagináveis que devem acontecer na FERJ. Portanto, é preciso não esquecer a arbitragem, mas jogar com inteligência sabendo que os cartões são distribuídos a torto e a direita no nosso estado e, nos intervalos, já dá para traçar um perfil de um árbitro mais desconhecido, como o de sábado (o Edilson, por outro lado, poderia ter sido observado e comentado com os atletas). A torcida também deve enaltecer a garra da equipe ao arrancar um empate, lógico que reclamando do árbritro, porém destacando sempre a força de seus atletas. Por fim, um esquema tático que não abra tanto o time no pequeno Cláudio Moacyr é fundamental… Ainda mais com estes jogos de 15h, com a construção da arquibancada ainda incompleta e o Sol baixando diretamente sobre o gramado.

Notas (Macaé Esporte):
Lugão > 6,5
Dos Santos > 2
Rodrigão > 6
Otávio > 4,5
Schneider > 5,5
Índio > 5
Léo Gonçalves > 6
André Gomes > 6 (Norton > 5,5)
Zada > 6,5 (Steve > 3)
Jones > 5
Léo Guerra > 4 (Anderson > 8,0)
Dário Lourenço > 5
Torcida > 5,5
Notas (Arbitragem):
Edilson Soares da Silva > 2
Marcelo Corrêa de Lima (1) > 3,5
Cláudio Batista de Ribeiro (2) > 6

Outros jogos:
Quissamã 1 X 0 Volta Redonda.
Duque de Caxias 0 X 1 Nova Iguaçu.
Americano 2 X 1 Friburguense.

Próxima rodada (31/05, 15h):
Volta Redonda X Duque de Caxias, no Estádio da Cidadania.
Nova Iguaçu X Quissamã, em Édson Passos - *Destaque da rodada.
Madureira X Americano, em Conselheiro Galvão.
Friburguense X Macaé, no Eduardo Guinle.

Macaé 1 X 0 Americano

Maio 25, 2008

Macaé 1 X 0 Americano

Como prometido e esperado, compareci uma vez mais ao estádio Cláudio Moacyr para assistir à partida válida pela terceira rodada da quarta fase da Copa Rio, na tarde de ontem, entre Macaé e Americano (só ficarei devendo as tais imagens para a próxima rodada). Após toda a confusão, sobre o qual creio já ter sido discorrido suficiente (tanto de minha parte quanto pela imprensa), a respeito da demissão de Tita; Dário Lourenço estreava sob enorme pressão, afinal uma derrota tiraria da equipe macaense, praticamente, toda e qualquer chance de classificação (resta, agora, um jogo em casa, contra o Madureira e dois fora, contra Friburguense e Americano). Já o time campista vinha de duas vitórias e embalado, com um bom contingente de torcedores indo a Macaé para assistir ao duelo que se repetia neste ano (na última rodada do Carioca, no mesmo estádio, também deu Macaé: 2 X 0), poderia disparar na liderança mesmo com um simples empate.

Não foi surpresa, assim sendo, que o Macaé tenha tomado total e absoluto controle da partida, desde o seu princípio. É fato que o alvinegro não viu a cor da bola no primeiro tempo, enquanto o alvianil perdia chances atrás de chances (não necessariamente claras oportunidades de balançar as redes, mas uma avenida pelo lado direito de seu ataque aparecia a todo momento e Schneider fazia uma péssima partida - parado, na maior parte do tempo, não explorou o espaço que tinha e ainda, quando ia para horrorosos cruzamentos, deixava algum espaço para o contra-ataque). Ainda no primeiro tempo, a primeira mudança da partida por conta de uma lesão de Wallace (Macaé), Otávio entrou em seu lugar. Ficava claro que o Macaé de Dário tinha uma postura, como cobrado por diretoria e torcida, extremamente ofensiva, o que, em dados momentos, virou afobação, principalmente por parte de Steve, perdendo bolas bobas pelo meio, e Bill, do lado esquerdo, que sofria uma melhor marcação que Schneider, como destacado. Já o Americano, sinceramente, não apresentou futebol algum e merecia uma derrota na primeira etapa, com direito a uma expulsão de Café que, com menos de 20 minutos e já com um amarelo, claramente meteu a mão na bola e o árbitro deu a vantagem (mais tarde, o fato se repetiria e levaria a torcida à loucura por conta da maneira como se guiou a partida).

Na saída para o intervalo, gostei da postura geral. A torcida, que eu havia cobrado na postagem anterior, tentou alguns cantos - talvez até em resposta à campista, que fez um belo barulho e levou um bandeirão e três faixas -, mesmo que tão somente por parte dos integrantes da bateria. Além disso, não se ouviram vaias, apesar dos normais xingamentos, à equipe na saída para o vestiário. E lá colei para ver a reação dos jogadores e senti a confiança, principalmente de Dário, que se benzeu e saiu relativamente tranqüilo, afinal, seu time comandava a partida e não tomara qualquer susto. Mesmo assim, havia o medo, por parte da torcida, de uma repetição de gols bobos em contra-ataques, já que a equipe não abrira o placar.

O segundo tempo tratou de trazer justiça imediata. O Macaé lançou-se ao ataque, com Anderson entrando no lugar de Steve, e numa jogada rápida que aproveitou as duas laterais - ao invés de reforçar a marcação pelo lado esquerdo, Toninho Andrade tentou fazer uma linha de 3 e abriu a sua direita junto -, saiu o único gol da martida, justamente de Schneider. Entre toques inteligentes e calmos de Anderson, Bill e André Gomes, a bola sobrou limpa na direita para o balaço de Schneider, que o goleiro Jéfferson empurrou para dentro, para total satisfação de Macaé. E, para acabar com qualquer possibilidade de “um novo retranqueiro”, Dário Lourenço ainda lançou Jhonatan no lugar de André Gomes, cansado, para agilizar seus contra-ataques, grande virtude macaense que não vinha dando certo, enquanto um batido e desorganizado Americano tentava alguma cobrança de falta ou escanteio para lançamentos aéreos perigosos. Tudo transcorria com relativa facilidade para o Macaé quando o árbitro simplesmente inventou um cartão vermelho para o zagueiro André, capitão da equipe, aos 33 do segundo tempo (vale ressaltar que o zagueiro saiu aplaudido, num belo gesto introduzido por parte da torcida sentada à esquerda da bateria e que tomou conta dos demais), levando ao desespero a partida. Mesmo assim, e com duas substituições extremamente arriscadas, o Americano não conseguiu se arrumar e insistia numa tabela pelo lado direito para tentar o cruzamento. Gérson foi o único, dos que entrou do lado campista, que conseguiu produzir alguma coisa, chamando a responsabilidade e pedindo a bola. Mas, como de costume no futebol, encher de atacantes nem sempre é a solução e o prejuízo pode ser ainda pior. O Macaé soube se postar, com os recuos de Jhonatan e Índio, e ainda partir em velocidade, levando muito mais perigo à meta do Americano que o contrário. Isso porque a barreira pelo meio impedia o progresso alvinegro e, sem volantes para dar suporte, os atacantes macaenses ficavam no mano-a-mano contra os defensores oponentes.

Quase no final da partida, uma falta próxima à grande área, tudo que queria o Americano. Começou uma confusão no campo - não sei dizer exatamente de que lado -, com a entrada da comissão técnica campista no gramado e reclamações totalmente exageradas (afinal, o juiz vinha prejudicando o Macaé e aplicara corretos quatro minutos de acréscimos). Dali, ele tirou um de cada lado do bolo e expulsou Pirão e Bill (terríveis desfalques para as duas equipes). Mesmo assim, o número 2 de Campos, Alê, muito fraquinho, isolou outra bola. Aí, aos 49 para tentar sair sem muito comprometimento, o juiz inventou uma expulsão, agora para o Americano, igualzinha à de André no primeiro tempo, do jovem Gérson que entrara razoavelmente bem. Um minuto depois, fim de jogo e o Macaé saiu consciente, firme e vencedor na base da disposição, com um Dário Lourenço focado e que traz esperanças de ainda mais inteligência para armar o time para o restante da competição.

Notas (Macaé Esporte):
Lugão > 6
Schneider > 6,5
Wallace > Sem nota (Otávio > 6)
André > 7
Bill > 7,5
Steve > 5 (Anderson > 7)
Índio > 6,5
Léo Gonçalves > 7
André Gomes > 8 (Jhonatan > 6)
Zada > 6
Jones > 6,5
Dário Lourenço > 8,5
Torcida > 7
Notas (Arbitragem):
Carlos Raphael > 3
Wendel Gouvêa (1) > 6
Ralph Coutinho (2) > 5,5

Outros jogos:
Quissamã 4 X 2 Duque de Caxias.
Nova Iguaçu 4 X 1 Volta Redonda.
Friburguense 2 X 1 Madureira.
Se terminasse hoje:
FINAL: Quissamã X Americano.
DISPUTA DO 3o. LUGAR: Nova Iguaçu X Friburguense.

Próxima rodada (28/05):
Quissamã X Volta Redonda (16h), Carneirão.
Duque de Caxias X Nova Iguaçu (15h), Marrentão.
Macaé X Madureira (15h), Cláudio Moacyr.
Americano X Friburguense (15h), Godofredo Cruz - Destaque da rodada.

Torcedor e fã de futebol não fica sem fazer as apostas básicas, mesmo que para si mesmo e entre colegas, ou ainda em bolões de diversas localidades. Assim sendo e, também, para maior dinamização do blog (afinal, aposto que tem gente que olha e vê os textos gigantescos e pula logo fora, hehe), inauguro a série de apostas do Campeonato Brasileiro (Séries A e B) - por enquanto, vou limitar-me a tal competição (sem a C mesmo quando estrear, a não ser que eu mude de idéia até lá). Outro motivo para esta criação é para ver se eu me animo a escrever sobre o Brasileirão (não sei porque, mas ainda não consegui ver com muita determinação este ano, talvez pela Libertadores e Copa do Brasil, além da Copa Rio), mesmo que postando uma seleção da rodada ou falando dos jogos do Flamengo / Corinthians ou os times do RJ em geral. Não sei se vai dar muito certo, pois sou supersticioso mesmo e acho que muitas vezes as apostas atrapalham minha torcida e vice-versa, além de não querer ficar causando atrito desnecessário entre torcidas ou parecer mero aproveitador de modinhas, além de, lógico, cansar por achar os posts desnecessários caso não haja retorno… Enfim, vamos à experimentação conclusiva - ou inicialização prática (?) -:

Vitória 2 X 1 Figueirense.
Flamengo 1 X 1 Internacional.
Grêmio 3 X 1 Náutico.
São Paulo 1 X 0 Coritiba.
Cruzeiro 1 X 2 Santos.
Sport 0 X 0 Fluminense.
Goiás 4 X 1 Ipatinga.
Portuguesa 0 X 2 Palmeiras.
Botafogo 1 X 1 Vasco.
Atlético-PR 0 X 1 Atlético-MG.

Bragantino 2 X 0 Juventude.
Fortaleza 4 X 1 Gama.
Brasiliense 1 X 1 América-RN.
Santo André 3 X 2 Bahia.
ABC 2 X 0 Corinthians.
Ponte Preta 2 X 1 Ceará.
Barueri 1 X 1 Avaí.

Tita e os Royalties

Maio 22, 2008

Capital do petróleo

Uma situação que se arrastava desde o confronto contra o Resende (2 X 3 em Macaé), no quadrangular final da Série B do Carioca do ano passado, culminou num final que não é tão trágico e apoteótico como alguns estão querendo vender; mas já fora previsto após o Carioca e para quem acompanha as relações no futebol macaensa há algum tempo. Financiada pela prefeitura e seus royalties do petróleo, a equipe é uma das mais caras do interior carioca - se não a mais, das que sobraram nesta Copa Rio, tendo em vista que muitas se desmontaram e contam praticamente com jogadores da base no seu elenco (Madureira, Volta Redonda e os eliminados Resende e Cabofriense, por exemplo) -; e chegou relativamente bem até sábado, quando teve sua primeira derrota na Copa Rio (para o Madureira) e ontem, quarta-feira, quando perdeu em casa, outra vez por 3 X 2, mas para o Friburguense e fica praticamente sem chances de classificação para a final da competição dos pequenos cariocas.

O trabalho de Tita foi bom e esta demissão voltou a levantar muitos aspectos, que pareciam mais confortáveis de uns tempos para cá no Macaé. Em primeiro lugar, a forma como ocorreu a demissão, como alertaram os repórteres e comentaristas da Rádio 820 AM, lembrou um estilo um tanto quanto amador de futebol. O presidente invadiu o vestiário, discutiu com o treinador, pois queria falar com os jogadores e Tita não o deixou, até que os vestiários foram trancados e com a situação mais ou menos apaziguada, o presidente saiu esbaforido anunciando a demissão do técnico. Assim que acabou o jogo, isto já era esperado, mas não desta maneira, com bate-boca de pessoas sérias e que gerenciam uma equipe profissional de futebol (depois, não adianta reclamar só da Federação que deixa o Madureira abrir os portões ou escalar árbitros duvidosos). Tita talvez requisesse alguns benefícios, afinal, foi ele quem botou o Macaé na Série A do Carioca, manteve-o e ainda levará o nome da cidade à Série C do Brasileirão. Mas é fato que o Macaé teve uma boa ajuda com o fato de cinco subirem da B para a A ano passado. Algumas vezes antes, a equipe já fora vice-campeã (incluindo 2006) e bastou um terceiro lugar - que não virou título exatamente por conta daquela derrota para o Resende - para conseguir subir. Além disso, a equipe foi a quarta melhor das pequenas no estado, tendo se beneficiado com o fato de a Cabofriense, terceira, já ter conseguido a vaga pela Copa Rio do ano anterior. Mesmo assim, era inquestionável o bom trabalho de Tita, pois o Macaé foi o melhor dos estreantes e mantivera 100% de aproveitamento nos seus domínios.

Chegou a Copa Rio. O Macaé classificou-se em primeiro, invicto. Mas não era o suficiente para efeitos de convencimento ao público e à diretoria. Afinal, das três vitórias, apenas uma foi em casa (contra o Quissamã, no sufoco); sendo Tita colocado como grande culpado, inclusive por boa parte da torcida, de a equipe ter empatado diante de Cabofriense e Boavista, pois ele colocaria o time na retranca. Sinceramente, vi dois jogos, contra Resende e Boavista e acho que o técnico falhou mesmo, principalmente nas substituições, piorando sua equipe nas duas vezes. Mesmo assim, só quem acompanhou todos os jogos do Macaé seria capaz de julgar melhor. Atendo-me aos resultados e alguns comentários, parece que, horas Tita teve sorte, outras foi beneficiado pelo apoio financeiro - ao qual se referiu o presidente, dizendo que o time era dele -, e outras conseguiu montar belas formações. Andava muito inseguro no aspecto psicológico, a meu ver, mesmo que os resultados tenham aparecido e ainda pudesse acontecer uma recuperação na Copa Rio.

Portanto, talvez a troca dele por Dário Lourenço venha a calhar, inclusive pelas relações internas (cobrança de premiações e manutenção de salários), sim, inclusive, Dário já passou por lá em 2002 e deixou a equipe bem encaminhada para o Acesso, perdido por pouco. Resta saber como será a paciência macaense, algo que me atentou bastante e eu iria comentar num post sobre o jogo contra o Boavista, caso o Macaé perca para Americano e Madureira nos dois jogos em casa seguidos que têm (ou mesmo seja eliminado na Copa Rio). A Série C está aí… Voltando ao que me atentou, ficou claro, finalmente, para mim, ontem, pela declaração do presidente, de que a bateria da torcida é (bem) paga para “apoiar” o time, enquanto o restante dos torcedores pareceu-me mais passivo e pronto a reclamações imediatas. Falta uma integração maior do povo macaense, criar cantos - mesmo que cópias de Vasco, Flamengo, Botafogo ou Fluminense (como “é, é, é Macaé” mesmo, ou apenas gritar os nomes dos jogadores antes do jogo) -, chegar junto à bateria para pedir estes gritos de incentivo. O capitão André comentava depois dos incidentes já descritos que também percebe isso e não se sentiu muito confortável, principalmente, no jogo contra a Cabofriense em que a equipe, vencendo, saiu para o intervalo vaiada ou com reclamações de seus próprios torcedores no Correão há uma semana.

Fica, então, a expectativa para saber se dinheiro, profissionalismo e boa vontade podem entrar em comum e pacífico acordo. E, Macaé, uma derrota em casa não é o fim do mundo. Não foi como o Flamengo para o América-MEX ou o Santo André e, vejam bem, mesmo assim é possível dar a volta por cima. O presidente não precisa esbravejar contra os jogadores porque falharam e perderam um pênalti, eles sabem disso. O que está em jogo? O nome da prefeitura ou o do time na camisa? Fica a grande questão: o Macaé será gerido de forma futebolística ou política?

Outros resultados:
Quissamã 2 X 1 Nova Iguaçu.
Duque de Caxias 4 X 2 Volta Redonda.
Americano 2 X 0 Madureira.

Próxima rodada (24/05/2008):
Quissamã X Duque de Caxias -> Carneirão (16h) - *Destaque da rodada.
Nova Iguaçu X Volta Redonda -> Édson Passos (15h) - Tropical 830.
Friburguense X Madureira -> Eduardo Guinle (15h).
Macaé X Americano -> Cláudio Moacyr (15h) - 820 AM.

Copa Rio (4ª fase)

Maio 17, 2008

Madureira 3 X 1 Macaé (destaques pela transmissão da Rádio 820 AM):

Apesar dos portões fechados, cerca de 30 torcedores do Madureira no estádio.
Léo Guerra – 10 – do Macaé começa no banco.
Árbitro: Wagner dos Santos Rosa (Marco Aurélio dos Santos Peçanha / Francisco de Souza).
Cartão amarelo para André Gomes (Macaé).
Macaé tem três desfalques: Zada, Índio e Steve; além de já não mais poder contar com André e Bruno Mezenga.
GOL DO MADUREIRA – Édson (2), 26 do primeiro tempo.
Cartão amarelo para Jones (Macaé).
84 torcedores do Madureira aos 36 do primeiro tempo.
Macaé vem para cima no final do primeiro tempo e perde cerca de três chances claras de gol.

FIM DO PRIMEIRO TEMPO.

Outros jogos: Nova Iguaçu 2 X 2 Duque de Caxias, no Giuiltte Coutinho.
Friburguense 0 X 0 Americano, no Eduardo Guinle.
Volta Redonda 0 X 1 Quissamã, no Raulino de Oliveira.

GOL DO MADUREIRA – Jardel aos 4 do segundo tempo.
GOL DO MADUREIRA – Maciel aos 27 do segundo tempo.
GOL DO MACAÉ – Jones, aos 38 do segundo tempo, de pênalti.

FIM DE JOGO – Madureira 3 X 1 Macaé.

Outros jogos: Nova Iguaçu 4 X 2 Duque de Caxias, no Giulitte Coutinho.
Friburguense 1 X 2 Americano, no Eduardo Guinle.
Volta Redonda 0 X 1 Quissamã, no Raulino de Oliveira.

GRUPO J: 01. Nova Iguaçu; 02. Quissamã; 03. Volta Redonda; 04. Duque de Caxias.
GRUPO K: 01. Madureira; 02. Americano; 03. Friburguense; 04. Macaé.

Próxima Rodada (21/05):
Duque de Caxias X Volta Redonda (15h) - Marrentão.
Quissamã X Nova Iguaçu (16h) - Carneirão.
Americano X Madureira (15h) - Godofredo Cruz - *Destaque da rodada.
Macaé X Friburguense (15h) - Claudio Moacyr.

Largado

No final de março deste ano, dirigentes da CBF e da Federação Gaúcha de Futebol, que arquitetou esta idéia, definiram que, a partir do ano que vem, será criada uma Quarta Divisão para os times brasileiros. Logicamente que a justificativa dada é oferecer espaço para mais clubes filiados à Confederação Brasileira; mas eu ainda não consigo digerir esta idéia, por vários motivos a seguir expostos:

* A Série C de 2009, fica o registro, será composta por 20 clubes, como as Séries A e B, com formato de disputa a princípio igual. Participariam os 4 rebaixados da B e os do 5o. ao 20o. da Série C de 2008. Com isso, a Série D do ano que vem passaria a ser igualzinha à esta Série C atual, com 64 clubes e regionalizada, com viagens desproporcionais e sem apoio financeiro. Tudo bem que mais 20 times clubes poderiam contar com um campeonato mais “visto” e menos desgastante para os clubes, mas será que haverá gente para acompanhar também a Série C - e, acima de tudo, dinheiro? Falo isso porque, pegando o Premiere como exemplo, ficaria difícil encaixar algum pacote interessante com clubes como Santo André, Serra-ES, Treze-PB e por aí vai… Terças, sextas e sábados, tem-se Série B; quartas, quintas, sábados e domingos, Série A ou Libertadores / Copa do Brasil e Sul-Americana. Ou seja, será que esta Série C, mais “certinha” não continuará sendo tratada de lado (ou simplesmente ignorada) a não ser que um Corinthians, por exemplo, caia?

* O mais agravante, entretanto, na minha concepção nem é tanto a nova Série C e sim a D. Como disse acima, a Série C atual é pouco acompanhada e nem desperta tantas atenções por parte de mídia e a própria CBF, isso porque há duas séries “àcima” e disputando competições mais válidas ao mesmo tempo. Imaginem vocês uma Série D! Com três divisões acima! Quem iria prestar atenção nela?? Aí que a situação iria ficar complicada para times como Guarani, América e poderia ter ficado para um Bahia, exemplificando.

* Além disso, um clube com pretensões de chegar à Série A, ano que vem, gastará um ano a mais do que até o presente ano. Haja sacrifício para clubes que sofrem de dívidas e falta de apoio.

* No fim das contas, tudo continuaria como era, só prejudicando alguns clubes e, talvez, se der, favorecer outros 20 que sofreriam mais. Mas se o medo era um rebaixamento de Corinthians, Bahia, Fortaleza ou Fluminense, foi desnecessário. Clubes com tradição e torcida não precisam de mais uma divisão para terem “chance de se reerguer”. O que ferrou de vez foi com os pequenos… Quer dizer que não é só no RJ que eles vêm para tomarem porrada, hehe.

Só fica um recado para quem estiver disputando a Série C deste ano - aos meus cariocas, especialmente, o recado que não pode passar batido -: PASSEM DE FASE E SE GARANTAM ENTRE OS 20!

Com os classificados - destacados no post abaixo -, formaram-se os dois novos grupos da Copa Rio, já na sua quarta fase; sendo que, agora, os primeiros de cada grupo passam às finais, nas quais ganham vaga para alguma competição; e os dois vices disputam o terceiro lugar pela Copa RJ-ES. Abaixo, os grupos e a tabela da primeira rodada, com alguns destaques:

GRUPO J: Duque de Caxias; Nova Iguaçu; Quissamã e Volta Redonda.
GRUPO K: Americano, Friburguense, Macaé e Madureira.

Primeira rodada (17/05; 15h):
Volta Redonda X Quissamã (Raulino de Oliveira).
Nova Iguaçu X Duque de Caxias (Edson Passos).
Madureira X Macaé (Madureira - Portões Fechados).
Friburguense X Americano (Eduardo Guinle).

Desta vez creio que o grupo K seja, em tese, o mais forte; por conter dois dos representantes cariocas da Série C Brasileira 2008, além do Friburguense que deixou a vaga escapar por pouco. O Americano, como comentei anteriormente, não me gera tanta confiança e pinta sem muitas cobranças, o que pode acabar sendo determinante para um bom aproveitamento em casa. Mas meus favoritos são mesmo Macaé e Madueira, logo, o jogo de abertura, com os portões fechados (a se averigüar porque assim estarão durante toda a quarta fase - caso alguém saiba, por favor, informe), deve ser o grande destaque talvez de toda a rodada. Isso se o Quissamã, no Grupo J, não resolver aprontar para cima do favorito para a passagem de fase Volta Redonda, na Cidade do Aço. Nova Iguaçu e Duque de Caxias são os representantes da Baixada Fluminense e farão um clássico à parte, até para a gente ter uma noção do Nova Iguaçu na Série B. Minhas apostas caem em Volta Redonda e Duque de Caxias.